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8/09/16 às 18h05 - Atualizado em 3/11/22 às 15h00

Funcionário da Novacap é destaque na abertura dos Jogos Paralímpicos 2016

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A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos 2016 foi um espetáculo revestido de muita emoção e pura beleza. Para a Novacap, teve um significado especial. O funcionário Antônio Delfino foi um dos condutores da tocha paralímpica.

Delfino foi o primeiro a entrar no estádio do Maracanã carregando o símbolo olímpico e, depois de percorrer alguns metros com a tocha, a repassou para as mãos da primeira atleta paralímpica do país a conquistar medalha de ouro no atletismo, Márcia Malsar, que caiu durante o percurso. A medalhista, como todo atleta paralímpico, superou a dificuldade, levantou-se e prosseguiu, aplaudida de pé.

Depois, a tocha foi repassada para as mãos de Ádria dos Santos, também do atletismo, e em seguida ao nadador potiguar Clodoaldo Silva, que acendeu a pira num percurso que destacava os obstáculos da acessibilidade. 

Antônio Delfino foi também um dos 70 atletas escolhidos para participar do revezamento da tocha paralímpica na capital piauiense, Teresina. Funcionário da Novacap, ele acumula três medalhas paralímpicas, sendo duas de ouro, nos 200m e 400m, conquistadas em Atenas, Grécia, e uma de prata, nos 200m, nos Jogos de Sidney, na Austrália.

O atleta, que recebeu na Novacap incentivos para praticar atletismo, teve a mão esquerda amputada por uma máquina agrícola aos 17 anos de idade enquanto trabalhava na lavoura, em sua cidade natal, Redenção (PI). Já na companhia, com 28 anos, competiu pela primeira vez na tradicional prova de atletismo em comemoração ao aniversário do Celacap (Centro Social de Lazer da Novacap).

“Meus colegas haviam me falado da competição de atletismo e, como eu costumava jogar futebol e tinha certa desenvoltura para corrida, decidi participar. Dali em diante, a modalidade se tornou minha paixão e as competições meu objetivo”, conta.

Delfino não compete mais. Após dez anos como atleta paralímpico de alto rendimento, ele lesionou um dos joelhos e terminou se aposentando. “É muito difícil para o atleta aceitar o fim de uma carreira. Quando isso me aconteceu – a lesão –, nunca mais fui o mesmo, meu rendimento caiu, me desanimei e decidi junto com meu técnico que era a hora de parar”.

Distante das competições, Delfino decidiu participar das Paralimpíadas do Rio 2016 como voluntário. Ele garante que esse não será o fim: “Pretendo continuar no esporte, não como competidor, mas no incentivo àqueles que precisam”, pontua. 

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